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Será que eu volto?

Muito tempo ausente  deste espaço.
Ausente de todas as amigas e amigos que por aqui conquistei.
Ausente de comentar nos blogs, apesar de passar por eles para saber das novidades.
Fico me perguntando se voltarei a ter o mesmo pique para escrever. Sito saudade do blog mas quando penso em escrever algo, tudo trava e não sai nada.
Dois meses sem postar. Abro a página, olho,olho e olho mas não chega a inspiração para escrever um texto decente.
Hoje despertou a vontade e eis-me aqui para deixar registrado algumas coisinhas.

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Ana Letícia completou o seu primeiro semestre na escola!
Minha filha está uma verdadeira mocinha.
Desprendida, inteligente, faladeira... todos os alunos maiores da escola a conhecem e brincam com ela.
Não teve problemas de adaptação, não chorou, não mordeu nem foi mordida, rs.
Nas duas últimas reuniões a professora a elogiou bastante, dizendo que ela tem um desenvolvimento acima da média se comparada com os coleguinhas da turma. Não é gênia, eu sei. Mas tem uma ótima coordenação motora, raciocínio lógico bem desenvolvido, expressa-se com clareza, conhece muitas histórias, entre outras habilidades ( palavras da pró).

Neste primeiro semestre, o ponto alto foi o sarau de poesia, onde muitas poesias e poemas foram recitados pelas crianças, em especial os poemas da Arca de Noé, de Vinícius de Moraes. A turminha dela ficou com o poema do pintinho, coisa mais linda de ver. E o melhor, foi ver no dia a dia o interesse da pequena por este tipo de leitura.


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Quatro meses já se passaram desde o falecimento da vovó.
Não percebemos na  pequena sinais de depressão infantil, mas como esperado, ela sente muita, muita falta da vovoca.
Sempre lembra, faz questionamentos sobre a ausência.
Ainda ontem a escola enviou um aviso sobre o dia das avós e ela me disse: ---- Mãe, eu nem disse a pró que minha vó não tá aqui.
Meu coração despedaça, mas temos que seguir em frente, firmes.

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E por falar em ser forte, confesso que este está sendo o meu fraco. As vezes precisamos de um tempo das coisas, da vida, da rotina, das pessoas e até de nós mesmos.
Mas a vida impõe seu ritmo, precisamos sorrir, trabalhar, acordar todos os dias bem dispostos... e nesse ritmo é como se eu estivesse travando um batalha contra a correnteza.
E nestes quatro meses que se passaram,meus olhos choraram escondido no banheiro do trabalho, eu dormi mal e muito pouco, meu coração sangrou a cada dia.
Mesmo sabendo que o curso é esse, que eu tenho uma filha linda, etc ás vezes fica tudo muito difícil e não conseguimos dar conta sozinhos.
Ajuda especializada entrando em cena pra fazer a mamãe aqui pensar a vida com mais clareza.
Fundamental pra minha sanidade, fundamental pra sanidade da minha filha e das pessoas ao redor.

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No mais, por hoje paro aqui. Não vou prometer voltar ainda esta semana, mas prometo que volto, volto mesmo.


2 comentários:

Mariza Batista disse...

Mari,minha amiga, a vida é mesmo paradoxal. Tantas narradas em torno de Ana Letícia junto a um abismo da separação... Não sabemos lidar com as perdas.Sofremos com elas mas também crescemos.Isso eu sei! Você é grande,como a sua mãe e vai encontrar a força que tanto precisa. Amo você!

Chris Ferreira disse...

OI MArina querida, sinto sua falta. Mas as vezes precisamos de um tempo mesmo. Não dá para forçar a barra. Esse espeço tem que ser prezeroso, né?
O Sarau de poesia deve ter sido emocionate.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

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